segunda-feira, 11 de julho de 2011

nova postagem?


Vim procurar razões para sorrir no Jardim
Esqueci de um detalhe:
por aqui também há espinhos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Lugar abandonado

Lugar abandonado
entrei no Jardim e até a poeira se sentia sozinha
e eu que jurei zelo e carinho
me senti envergonhada
e arrependida
fui longe buscar
um pouco de água pra regar esse ambiente
acho que volto no domingo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

primeira aula de quarta feira

As semanas rodam
e eu permaneço com a sensação
de estar no lugar errado.
Sinto-me nefelíbata
vagando sobre cacos cortantes
devagar, por razões conhecidas
ainda que contra minha vontade
Tudo para alcançar as nuvens
as quais sempre busquei
mas somente busquei.

Methodos

Lobo em pele de cordeiro
tenho uma pergunta áurea para você:
Por que eu tenho que ficar acordada
e ouvir tanto pedantismo
intercalado com ironias fajutas
se nem você faz questão
de gostar do que faz?
Sei que ninguém é obrigado
a se apaixonar pelo que pratica...
Concluida tal questão,
não me obrigue a gostar de seu método.

domingo, 12 de junho de 2011

post presente

Não se acostume.
visitas meu blog ainda?
prometi- lhe um presente mas comi na sexta feira
compreenda, eu estava com fome
mas as águas lhe ofereceram uma garrafa e umas palavras
palavras é do que entendo, presentes nem tanto
mas considere este um presente e talvez isso nos baste até o ano que vem
quando prometo tentar bolar algo mais a altura de sua importância
feliz aniversário, menino do sotaque feio (:
acredito que já és absolutamente capaz de entender.

madrugada

Poderia estar dormindo.. sim sim
mas prefiri a diversão
apostei com minhas pálpebras quem caíria primeiro
já estando eu cansada de perder de coisas mais complexas
venci meus olhos
e permaneci.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

preguiço tanto ultimamente

Esse tempo que não me deixa escrever
Tantas desculpas pra deixar de fazer tudo que eu devia
Esse desânimo que não me deixa escrever
Já preguiço formular as desculpas
Desculpas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eu-lírico > reportagem exclusiva

Jardineira reporter por um dia: É um prazer imenso estar aqui com vocês novamete a postar no Jardim. E com semelhante alegria recebo esta convidada que já é de casa. Seja muito bem vinda novamente, meu eu lírico !

eu-lírico: E aí.

Jardineira: Conte pra gente, todos anciosos para saber: quem é você?

eu-lírico: Sou fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente...

Jardineira: Você é o amor na definição de Camões?

eu-lírico: Amor, eu? (risos). Querida, tenho minhas dúvidas se este habita em meu ser. Acredito que se conceituar-me como desamor, seria menos imprecisa, ainda que não esgote, nem de longe, todo meu significado.

Jardineira: Não há amor em você?

eu-lírico: Há tudo e nada em um só tempo. Não disse que não há amor, disse que tenho minhas dúvidas. Dúvidas talvez seja o que mais tenho.

Jardineira: Você poderia ser um pouco mais objetiva?

eu-lírico: Sou um eu-lírico, não uma flecha. Sonda-me com toda tua habilidade e eu me posso despir com mais coerência.

Jardineira: Não precisa, não precisa. Continue vestida como está que eu pergunto diferente. O que faz por aqui no meu blog?

eu-lírico: Ora, esta é minha segunda casa, se me permite assim dizer. Gosto do nome e do aconchego; da fonte que usa, do espaçamento entre as linhas; gosto da cor de fundo, mas principalmente, e se me concede a ousadia, gosto da maneira como você me procura para preencher seus momentos e injetar-me em seus devaneios como um hormônio das palavras. Até quando você fecha os olhos sinto que o que você quer é enxergar-me. Que quando se encontra em meio a solidão, clama por minha manifestação.
Reconhece meu sussurro quando o silêncio grita. E se sorrio, como raramente faço, você sente a minha versatilidade e mobilidade, ainda que eu esteja exatamente como e onde sempre estive. Me acaricia com bondade, de acalenta com compaixão. Me dá ouvidos como poucos fazem, me...

Jardineira: Desculpe-me a intervenção, mas não combinamos que você diria aqui coisas tão pessoais. Você não me conhece tanto quanto acredita.

eu-lírico: Eu sei muitas coisas sobre você que nem mesmo você supõe.

Jardineira: Como assim?Você está me deixando confusa.

eu-lírico: (risos) não se preocupe, prossiga, sim.

Jardineira: Por hoje é só.

eu-lírico: Que é isso? É medo de se perder?

Jardineira: Perdida já estou há muito tempo. Mas você deveria colaborar pra que eu melhorasse. Que quer que eu faça sozinha? Você sabe que não consigo nada sozinha. Por exemplo, eu tenho uma prova difícil amanhã e ainda estou te dando ouvidos. Tanta imprudência jamais me levará às respostas...

eu-lírico: Às respostas da vida ou às da prova de amanhã?

Jardineira: Ambas.

eu-lírico: Quanto à prova, vá estudar a teoria. A madrugada revela sabores interessantes. Não te deixarei cochilar, seu não quiser. Quanto à vida, vá estudar a prática. As verdades que vamos descobrir juntas determinará a imortalidade desta nossa parceria. Não te deixarei morrer, se não quiser.

Jardineira: Perdoe se fui grosseira anteriormente. É que às vezes tenho dificuldade para lhe compreender.

eu-lírico: Imagina, imagina...

Jardineira. Boa noite.

eu-lírico: Feremos o melhor que pudermos; agora vá estudar, acordamos cedo amanhã.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sinto me estranho...

...Como se o céu resolvesse estar mais de perto a observar meus atos mais insensatos, antes secretos a ele. Como se o frio resolvesse me abraçar com maldade.
Todo mundo tem segredos, até mesmo o céu, que na hipocrisia de me condenar, esconde o calor do sol quando é noite e o carisma das estrelas quando é manhã.
Tenho tido mais medo que antes;
Quanto à solidão, tenho dito que estou bem quando me perguntam, tenho dito que vou levando. Se estou apaixonado? Pela vida, pela vida.. Mas é a solidão quem me beija quando o vento sopra mais forte.

terça-feira, 10 de maio de 2011

contorno

Desejei toda a beleza
mas a sorte me lambeu do avesso
quebrei mais copos que recordes
mais unhas que paradigmas
e o gelo permanecia intacto
mas olhava ao redor e o mundo
parecia que me chamava a cada canto
e cada canto dele me soava sedutor
mas era maior do que poderia eu compreender...
Me arrependi dos desejos e das promessas
e até jurei não mais jurar
até menti pra chorar mais de longe
mais silêncio eu quis conter
mais conter que expor eu quis
e os sorrisos sairam menos largos
os saltos mais ingênuos
a alma menos ousada
os sonhos foram compactados
desentendi de tudo de repente.
Até que ao olhar no espelho
só podia ver resquício do que era pra ter sido
era cabelo de mais
brilho de menos
Cortei, pois, tudo que era sobra
e o que embaçava a luz, lavei com gosto
de repente ergui a testa
enchi o peito
contornei o que era resto
e virei do avesso
pra sorte ver que havia desde o início agraciado
nada menos que o lado certo.