domingo, 27 de março de 2011

Devaneio sortido

Ninguém entende por que existe insatisfação com o cabelo depois de apenas um mês de mudança.
A explicação está no tempo anterior ao corte ou tingimento que se traduz por um período sublime resultante da iminência da mudança. Depois que a mudança acontece não há mais momento sublime. Isso faz tanto sentido pra mim...

"transleitor" pró

Tradutor de Pensamentos
se eu tivesse um desses...
todos os meus banhos de fim de tarde no domingo resultaria livros
e o mês de março geraria um best seller
e talvez seria presa por abuso de poder
por achar que tinha o poder de pensar
e descobrir que o tinha.

Meados de Março

Não devia chover tanto assim. Minhas unhas foram feitas vermelhas. Meu cabelo anda mais cheiroso que o normal. Meu quarto mais bagunçado. Meus movimentos mais lentos, meu sorriso mais forçado. Meus retratos mais falsos. O celular menos útil. O dinheiro mais escasso. Os dias mais longos, as noites mais longas. As paredes mais àsperas. Tudo tem estado àspero comigo. A internet mais cheia de nada que presta pra mim. A cabeça cheia de nada que presta pra mim. Chocolates andam mais enjoativos. As vozes mas irritantes. As férias mais distantes. Sempre achei que meus dias fossem se findar por esses dias. Nunca achei que me conformaria com as coisas desse mês. Mas ano após ano, março me deixa tonta.

terça-feira, 22 de março de 2011



Cubra os olhos físicos.
Se ainda assim os sorrisos lhe parecerem falsos
e as todas as belas palavras, sem sentido
a alma do mundo está a um palmo e a sua ainda vive às cegas.
faça seu esforço pra enxergar além
que o sono virá mais brando que outrora.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vai lá no final da página que tem um negócio pra clicar, logo acima do do chat. Só uma página agregada que eu descobri que dava pra fazer...

domingo, 20 de março de 2011

Devaneio sortido..

Se por vezes me assombro com a complexidade das coisas
é porque me esqueço que no fundo de tudo, há o que eu quiser que haja.
Dos ensinamentos obtidos até agora
subtraio para mim a simplicidade das almas
e a tranquilidade das mentes
e isso me basta.

sábado, 19 de março de 2011

caloura

Tenho andado em território suspeito
e não há sentido que aguente tanta indagação
não imagino mais nenuma interjeição
que possa me exprimir com sentido perfeito
embora qualquer assunto à respeito
eu tenha evitado tocar de ante mão.

Quem sabe daqui a cinco anos
eu descubra se descobri a tempo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

agora não sei..



Não foi dessa vez
que abri uma folha em branco
e o coração sorriu.
Será que ele ainda quer falar comigo
ou é birra de coração mimoso?
Será que foi a calabresa no jantar? .-.

quarta-feira, 2 de março de 2011

não sei viver sem vocês

amizade
estive pensando no que me será tido por passado
e em tudo que pensei, passaste também.
examinei a probabilidade
de esquecer que me fez tão bem,
de sua magnitude eu não ter confessado...
bobagem minha, nada disso convém.
se não tivesses comigo estado
ainda assim sentiria saudade
que houvesse por perto um alguém.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Devaneio de esquina

Aquelas risadas pueris... tantos sonhos em cultivo passando a saltitar pela rua 7 na esquina com a Padualense. Quando vejo crianças assim, é inevitável que passe em minha memória alguns dos momentos que me causam nostalgia. Não tive uma infância bonita, nem tão pouco digna de honras, mas não me custa recordá-la por instantes. Não posso evitar. Menos rugas que preocupações, passei anos ocupando-me de afazeres que não eram meus e esqueci-me de ser de fato uma criança e viver como tal. Mas cuido de lembrar com exatidão a brisa que cortava meu rosto quando, sem precisar olhar para os lados a procura de automóveis, mexia as pernas com urgência para me proteger dos que tentavam encostar seus dedos em mim e pôr me como o azarado da brincadeira. Era o momento em que nada ao redor importava, não havia nada em mim: nem pensamentos, nem preocupações, nem medos. Talvez nem de roupas eu me munia. É uma sensação de liberdade que cabe apenas a esses pirralhos sortudos. Não invejo seu momento. Eles têm o ar impuro, carros por toda parte, e a iminência de serem surpreendidos por quaisquer eventos ruins que recheiam uma metrópole. Mas eu juro por esses cabelos brancos que me escapam às orelhas, qualquer um deles ali sente a liberdade que nunca mais senti.